O cliente não pagou: por onde começar
O primeiro passo não é cobrar, é saber o que se tem. Quais títulos estão vencidos, de quais clientes, desde quando, com que documento por trás e quanto valem hoje com correção e juros do contrato. Essa é a pergunta que o Raio-X da carteira responde, título a título, e é o que separa uma cobrança organizada de uma sequência de mensagens sem ordem.
Nem todo título aceita o mesmo caminho. Um contrato assinado com testemunhas, uma duplicata com canhoto de entrega e um pedido informal por aplicativo levam a rotas diferentes, e o mesmo vale para o devedor: empresa ativa, empresa baixada e devedor com outros protestos pedem decisões distintas. Priorizar é o que evita gastar o mesmo esforço com o que não se sustenta.
O contato amigável resolve boa parte dos casos, e ele pode ser feito sem romper a relação comercial. Dias úteis, horário comercial, identificação de quem cobra, canal aberto para o cliente explicar o que houve e propor uma forma de pagar. Muito atraso de empresa para empresa é problema de fluxo de caixa, e não recusa de pagar.
Quando o contato não resolve, a cobrança sobe de formalidade: notificação extrajudicial assinada por advogado, com prazo definido e entrega com evidência; depois, protesto do título e negativação; por fim, a medida judicial cabível para aquele documento. Cada passagem depende da sua autorização.
O que a sua empresa decide, e o que fica registrado: quais títulos entram, até onde cada um vai, que proposta de pagamento é aceitável e quando parar. O histórico de cada ato fica guardado, com data e responsável.